Pode ter o melhor produto e o site mais bonito: se a encomenda chega tarde ou amassada, é a sua marca que leva a culpa — não a transportadora. Para o cliente, quem entrega é você. Por isso a escolha do parceiro logístico merece o mesmo cuidado que dá aos fornecedores.
1. Cobertura real, não a do folheto
Quase todas dizem «cobertura nacional». O que interessa é o desempenho nos destinos onde os seus clientes estão. Peça a taxa de entregas no prazo para as suas três zonas mais frequentes, e não uma média nacional que esconde os casos maus.
2. Prazos que a sua loja pode prometer
Se a transportadora entrega em 24 horas mas só recolhe às 18h, a sua promessa real é de 48. Confirme a hora limite de recolha e alinhe-a com o horário a que fecha as encomendas do dia.
3. Rastreamento que o cliente entende
Um código de rastreio que só mostra «em trânsito» durante dois dias gera mais emails de apoio do que sossego. Procure notificações automáticas em cada etapa e um estado legível por quem não trabalha em logística.
4. Integração com a sua plataforma
Se todos os dias copia moradas à mão da loja para o portal da transportadora, está a pagar em tempo o que julgava poupar em portes — e a introduzir erros. Confirme se há integração com a sua plataforma ou, no mínimo, importação de ficheiro.
5. O que acontece quando corre mal
Extravios e danos acontecem a todos os operadores. O que distingue é a resposta. Pergunte, antes de assinar: qual o prazo de resolução de uma reclamação, que valor está coberto por omissão, e quem é a pessoa com quem vai falar.
6. Devoluções sem fricção
No comércio online, a logística inversa faz parte do negócio. Perceba como se marca uma recolha de devolução, quanto custa e quantos dias demora a chegar de volta a si — é dinheiro parado até o produto voltar a estar disponível para venda.
7. Estrutura de preço transparente
| Pergunte por | Sinal de alerta |
|---|---|
| Preço final com todas as taxas | «Depois vemos isso» na proposta |
| Como é calculado o peso volumétrico | Fórmula que não sabem explicar |
| Custo de segunda tentativa | Não vem na tabela |
| Condições de revisão de preço | Aumentos sem aviso prévio |
Desde que passámos o last-mile para uma operação mais próxima, as reclamações por atraso praticamente desapareceram. O que mudou o jogo foram as notificações ao cliente, não o preço.
Um padrão que ouvimos em quase todas as lojas com que falamos
Como decidir na prática
- Faça uma lista curta de dois ou três operadores e peça proposta com os seus números reais.
- Teste com um lote pequeno durante duas ou três semanas antes de mudar tudo.
- Meça o que interessa: entregas no prazo, tempo de resposta ao apoio e número de contactos de clientes sobre entregas.
- Só depois negoceie volume — com dados na mão, a conversa muda.
Na ProntoGo trabalhamos exatamente assim com as lojas que nos procuram: começamos pequeno, medimos, e crescemos quando os números justificarem. Se quiser fazer esse teste connosco, peça-nos uma proposta.


